

As cinzas amazonenses
Sofrendo com as incomensuráveis perdas provocadas pelo desastroso incêndio que consumiu praticamente vinte milhões de peças do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, cujas causas imediatas, além da incúria de governantes federais, do descaso de empresários desinteressados na cultura nacional e desleixo de alguns administradores da instituição, só poderão ser examinadas com clareza após o rescaldo e as perícias necessárias, se é que conseguiremos saber e que confiaremos nos resultados apresentados.


Iniciativa invertida
“O caso presente, entretanto, parece estar às avessas porque a medida adotada em âmbito federal foi no sentido de submeter a política de cultura à de turismo e tratar a cultura como emprego e renda, ou seja, pelo ângulo econômico.


Revivendo a honraria renascida
“Não sei, mastinhaasensação, agora revista quando o olhar se põe sobre o passado,queelesaspiravamquefosseumeloaajudar a construir o novo raiardaAcademia.”


A nova Manaus
Por reconhecer que há várias cidades encravadas nesta Manaus milenar que ousa festejar os 350 anos da presença europeia, resolvi proclamar, aquela que escolhi como a minha preferida, tomando o olhar a partir do porto flutuante em direção ao Teatro Amazonas, o templo emblemático que bem caracteriza a terra dos manaó.


Meus lugares preferidos
Instado a escrever sobre meus lugares preferidos nessa Manaus de encantos – a mesma sobre a qual há o peso da modernidade nem sempre desejada -, antes de tudo conversei demoradamente comigo procurando recompor o tempo que a vida levou e os caminhos que andei percorrendo, para depois escolher os recantos que o coração recomenda.


Manaus dos igarapés
“O rio colossal ainda resiste diante de nós, beijando os pés da igreja catedral embora tenha sido aterrado mais adiante, lá pelas bandas da praia da Ponta Negra (…)


Outras cores de Manaus
“Os painéis de cores davam efeito, especial e quando, o sol se punha varrendo o casario, refletia em nossos olhos aquela luz encantadora que ia se pondo lentamente para dormitar no horizonte .


Manaus 350
“A maioria dopovo não se veste de chita nem de seda importada; não usa chapéu de palha, de coco, de sol oude chuva; não caminha pelas calçadas- porque as calçadas são raras-, muitomenos usa cadeiradebalançoaofimda tarde para conversas amenas.”


O chalet do pensador
“Uma das insinuações maldosas, sempre relembrada, se refere ao “chalet” que ele possuía nos confins da antiga Estrada de Flores, em relação ao qual é costume os menos avisados falarem troças e coisas como faziam os seus antigos opositores pretendendo incriminá-lo, como repetiam, sem cessar (…)”


O peso do desgoverno
“Embora existam estudos, pouco difundidos, é verdade, tratando da construção do Palácio do Governo, importante prédio que Eduardo Ribeiro estava edificando entre 1892-1896, julgo que a maioria dos leitores não tem conhecimento dos detalhes que o enriqueceriam”.