Advogado, político.
Nasceu no Maranhão, em 1846, sendo filho de Francisco José Furtado e Marian Martins Santos. Casou-se com Filomena Vieira Furtado. Foram seus irmãos: Herminia, Henriqueta, Furtado barros, Godofredo José, Mathilde, Francisca. Faleceu em 16 de agosto de 1884.
Foi doutor em Direito pela Faculdade do Recife, formando-se em 1867, na mesma turma do pernambucano Antônio dos Passos Miranda.
Foi presidente da Província do Rio Grande do Norte, no período de 1º de maio de 1880 a maio de 1881, e presidente da Província do Amazonas de 16 de maio de 1881 a março de 1882. No Amazonas agiu com tempera forte, rudeza e até certa intolerância com os membros do partido liberal, e até mesmo com o secretário, Manoel Francisco Machado, com quem teve forte entrevero, com troca de cartas fortes e incisivas de parte a parte, a respeito de nota publicada na imprensa sobre apoioi ou indicação de candidaturas, questão que ensejou belo artigo de Genesino Braga, sob o título de “Era assim…”, na revista Victoria-Régia, de abril de 1932.
Foi em seu governo provincial que foi contratada, a 07 de fevereiro de 1882, com a firma Backus & Brisbin, por 260 contos, a construção do Mercado de Manaus , terminado em julho e inaugurado a 15 de agosto de 1884. Coube a ele sancionar a lei que autorzou recursos para a construção do teatro de Manaus, depois Teatro Amazonas, a Lei n. 346, de 14 de junho de 1881, autorizando a despender até 120 contos. Também é de seu governo a criação da Escola Normal, depois Instituto de Educação do Amazonas, em 1880.
Escreveu: “Relatório com que passo a administração da Província do Rio Grande do Norte”. Natal: Tipografia do Correio de Natal, 1882.
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